PAPEL DA GRAMÁTICA
SEGUNDO KRASHEN
“Tell me and I
forget. Show me and I remember. Involve me and I understand.”
Chinese proverb
De acordo com Krashen, o estudo formal da estrutura
de uma língua pode vir a oferecer certos benefícios, fazendo com que escolas
secundárias bem como cursos de nível universitário (letras e lingüística)
tenham interesse em incluir o estudo da gramática em seus programas de línguas
estrangeiras. Deve ficar claro, entretanto, que a formulação de regras e o
estudo das irregularidades e das complexidades da língua, não constituem-se em
ensino e aprendizado que produzam proficiência comunicativa, mas apenas
"apreciação" da língua, ou, simplesmente, lingüística.
A única situação na qual o ensino da gramática pode
resultar em assimilação e desenvolvimento da proficiência, ocorre se duas
condições forem atendidas:
- os alunos têm interesse no assunto gramática;
- a língua usada na sala de aula pelo professor é a língua estrangeira.
Normalmente, quando isso ocorre, ambos, professor e
alunos, acreditam que o estudo formal da gramática é essencial para a
assimilação e o desenvolvimento da proficiência. Além disso, o professor é
hábil o suficiente para apresentar suas explicações unicamente na língua
estrangeira, de maneira que os alunos entendam. Na verdade, o que ocorre é que
a linguagem usada pelo professor se configura em perfeito “comprehensible input” e, com a
natural participação dos alunos devido ao seu interesse, acaba criando-se na
sala de aula um ambiente adequado para que “language acquisition” ocorra. Em paralelo a isso, o “affective filter” é baixo, uma vez
que a atenção dos alunos se concentra no assunto em si, naquilo a respeito de
que se fala, e não na forma da linguagem usada.
Essa questão é muito sutil e curiosa. Na verdade,
professores e alunos podem estar iludindo-se a si próprios. Ambos acreditam ser
o conhecimento metalingüístico adquirido através do estudo da gramática
responsável pelo desenvolvimento da proficiência do aluno, quando na realidade
o desenvolvimento vem do exercício comunicativo e não do conteúdo da mensagem.
Qualquer tema que venha a despertar o interesse do aluno e cativá-lo, que seja
apresentado dentro de seu nível de competência, produzirá o mesmo resultado. E
se além do interesse intelectual, houver envolvimento no plano psicológico e
afetivo, o resultado será surpreendente.
Autor Desconhecido
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n-d
p
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