ser·en·dip·i·ty (srn-dp-t)
n. pl. ser·en·dip·i·ties
1. The faculty of making fortunate discoveries by accident.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

É importante aprender gramática?


PAPEL DA GRAMÁTICA SEGUNDO KRASHEN

“Tell me and I forget. Show me and I remember. Involve me and I understand.”
Chinese proverb
 
De acordo com Krashen, o estudo formal da estrutura de uma língua pode vir a oferecer certos benefícios, fazendo com que escolas secundárias bem como cursos de nível universitário (letras e lingüística) tenham interesse em incluir o estudo da gramática em seus programas de línguas estrangeiras. Deve ficar claro, entretanto, que a formulação de regras e o estudo das irregularidades e das complexidades da língua, não constituem-se em ensino e aprendizado que produzam proficiência comunicativa, mas apenas "apreciação" da língua, ou, simplesmente, lingüística.
A única situação na qual o ensino da gramática pode resultar em assimilação e desenvolvimento da proficiência, ocorre se duas condições forem atendidas:
  • os alunos têm interesse no assunto gramática;
  • a língua usada na sala de aula pelo professor é a língua estrangeira.
Normalmente, quando isso ocorre, ambos, professor e alunos, acreditam que o estudo formal da gramática é essencial para a assimilação e o desenvolvimento da proficiência. Além disso, o professor é hábil o suficiente para apresentar suas explicações unicamente na língua estrangeira, de maneira que os alunos entendam. Na verdade, o que ocorre é que a linguagem usada pelo professor se configura em perfeito “comprehensible input” e, com a natural participação dos alunos devido ao seu interesse, acaba criando-se na sala de aula um ambiente adequado para que “language acquisition” ocorra. Em paralelo a isso, o “affective filter” é baixo, uma vez que a atenção dos alunos se concentra no assunto em si, naquilo a respeito de que se fala, e não na forma da linguagem usada.
Essa questão é muito sutil e curiosa. Na verdade, professores e alunos podem estar iludindo-se a si próprios. Ambos acreditam ser o conhecimento metalingüístico adquirido através do estudo da gramática responsável pelo desenvolvimento da proficiência do aluno, quando na realidade o desenvolvimento vem do exercício comunicativo e não do conteúdo da mensagem. Qualquer tema que venha a despertar o interesse do aluno e cativá-lo, que seja apresentado dentro de seu nível de competência, produzirá o mesmo resultado. E se além do interesse intelectual, houver envolvimento no plano psicológico e afetivo, o resultado será surpreendente.
Autor Desconhecido

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